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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O estratagema da sorte



     Um criador, de porcos, vivia queixando-se do insucesso da sua criação, que mantinha-se raquítica.
   Procurou as inúmeras razões do fracasso, quando acha-se com problemas na instalação das pocilgas, carência de insolação, proliferação de vermes... Os bichos, no contexto da vizinhança, ostentavam-se os mais impróprios, quando poucos, na época do “ouro branco” (abundância da comercialização da banha, que dava dinheiro que nem um metal precioso) tinham interesse em intercambiar animais. Este comércio mantinha a nobre incumbência de melhorar as espécies. A má sorte parecia acompanhá-lo por uns bons anos, quando o desânimo fazia-o priorizar aves e gado. Achegou-se, um belo dia, a visita de um aparentado, que há uns bons meses quisera efetuar a visitação. Aquela alegria e satisfação de trocar experiências e ideias, quando o acesso a publicações ostentava-se restrito e o rádio/televisão nem em sonho. Um determinado momento chegou para reparar o bicharedo, quando o visitante olhou as diversas criações. Receitou, ao parente, um estratagema para corrigir a falta de sorte nos suínos. Disse-lhe: “-Vai pregar um prego nos cochos da água e nunca deixe o nível abaixo da altura deste utensílio. Renova de dia em dia a qualidade do líquido quando o criador dará-lhes as bênçãos”. 
     O receituário, com algum auxílio familiar, viu-se seguido à risca. O agricultor descobriu a necessidade de administrar boa quantidade de água límpida aos animais.
      A sorte, de uma hora para outra, mudou o quadro adverso, quando conheceu a importância de singelos porém significativos detalhes.
     Qualquer empleitada exige o conhecimento dos segredos do negócio. Quem capricha e trabalha ganha as graças divinas.

Guido Lang
Livro “Histórias das Colônias”

domingo, 16 de setembro de 2012

África

savana - , Rift Valley

"Cada manhã na África uma gazela se levanta.
Sabe que deverá correr mais rápido do que o leão ou será morta.
Cada manhã na África, um leão se levanta.
Sabe que deverá correr mais do que a gazela ou morrerá de fome.
Quando surge o Sol, não importa se és leão ou gazela. É melhor começar a correr, já!"

Autor Desconhecido

Crédito da imagem: http://www.trekearth.com/gallery/Africa/Kenya/West/Rift_Valley/photo315214.htm

Obrigado!

Veja como se diz isso em diferentes línguas:

Alemão: Danke
Coreano: Kamsa hamnida
Espanhol: Gracias
Francês: Merki
Hindu: Sukria
Inglês: Thank you
Indonésio: Termi Kasih
Italiano: Grazie
Japonês: Arigatô

Extraído de "Guia da Saúde Sanifer 2001"

A fábula da esperteza


A memória colonial narra uma lenda sobre a aparente esperteza do macaco, quando este foi contratado para ser juiz de paz.
A história inicia com dois ratos, que, numa propriedade rural, roubaram queijo. Uma família, tendo problemas com a acidez do leite, confeccionou um saboroso queijo, no qual os roedores, com os hábitos noturnos acirrados, percorreram os espaços imagináveis e inimagináveis da propriedade. Descobriram o produto e surrupiaram-no! O macaco, como amigo, ganhou a incumbência de dividi-lo pela metade, quando não tinha balança para dar as medidas exatas. Ele, a cada aparente diferença de equilíbrio, comia parte desse ou daquele lado, quando “fazia este ato para igualar as partes”. Procurava, na prática, desequilibrar uma parte com razão de poder morder a outra! Foram-se algumas dentadas, quando praticamente nada sobrou do volume original. Este, uma vez satisfeito, deixou unicamente as migalhas como sobras, quando os roedores saíram na maior insatisfação e prejuízo. Aprenderam, daquele dia em diante, a encontrar uma solução comum as suas diferenças e nada de terceiros para ajustar arestas.
Um bom exemplo para aqueles, que, a qualquer pretexto, recorrem à solução dos entendidos da lei. Os ônus, das querelas, acabam delapidando o patrimônio, quando, no final das contas, pouco sobra em valor (em função dos dispêndios em burocracia, serviços e tempo).

Guido Lang
Livro “Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://fmanha.com.br/blogs/lucianaportinho/2012/06/28/o-macaco-bem-informado/ 

sábado, 15 de setembro de 2012

O eucalipto



     O eucalipto, originário da Austrália, foi introduzido nas terras da América Meridional na época das Marias Fumaças (1870-1960), quando foi cultivado ao longo do trajeto das ferrovias. O objetivo era de fornecer lenha às máquinas de combustão vegetal. 
    A planta, com o tempo, ganhou outras utilidades, quando deu matéria-prima aos fornos (de carvão vegetal) e madeireiras. O plantio tornou-se abundante e dominante nas encostas dos morros e baixadas em inúmeras propriedades minifundiárias. 
     Os filhos e netos abandonaram o meio colonial e a solução foi dar uma viabilidade financeira, futura, aos patrimônios familiares. Criou-se a lenda, tão comentada na conversa informal, “planta mato, deita na cama e deixa o pau crescer”. O exagero no cultivo, junto à acácia negra, criou o deserto verde, que ocupou terras fertíssimas com reflorestamento.
     O eucalipto originou um falatório impróprio quando com o seu elevado consumo de água, teria secado arroio, fontes e nascentes. Atribuiu-lhe esta fama ingrata com razão de escamotear outra realidade. A extração massiva da água, em função dos muitos e profundos poços artesianos, provocou o abaixamento do lençol freático. 
     Cidades inteiras, distantes de rios maiores, veem-se abastecidas do subsolo, quando chega-se a milhões de indivíduos. As chuvas advêm e a água decorrente, como uma esponja, some em questão de horas ou dias. Os espertos, aos quatro ventos, e em voz em alto volume, saem a dizer: “-Culpa do eucalipto!” 
    “O periquito come o milho e o papagaio leva a culpa”.
     O eucalipto pode ter sua culpa, porém não é o fator principal. Inimigos da planta, com outros interesses econômicos, clamam esta fala quando outros sem maiores experiências na área acompanham o raciocínio.
     O interesse de grupos econômicos em jogo desvia a atenção da questão central do problema da água, com razão de auferir grandes lucros e ausentar-se de investimentos milionários na armazenagem do líquido.

Guido Lang
Livro “Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://epdnews.wordpress.com/2012/06/11/minhas-experiencias-xxi/chachoeira-de-agua-boa-para-consumo-em-mambukal/

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pegadas na areia


     Uma noite eu tive um sonho...
     Sonhei que estava andando na praia com o senhor; e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
    Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei ao senhor:
       - Senhor, tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho.
      O Senhor respondeu:
      - Meu querido filho! Jamais eu te deixaria nas horas de prova e sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Autor Desconhecido
Retirado de "Guia da Saúde Sanifer 2001"

Crédito da imagem: http://lindasmensagenseoracoes.blogspot.com.br/2010/08/poema-pegadas-na-areia.html

Curiosidades

O Mundo Animal


01. O pica-pau pode dar 100 bicadas por minuto numa árvore.
02. O beija-flor bate as asas 90 vezes por segundo, quatro vezes mais rápido que uma libélula. Ele voa de frente, de costas e até de ponta cabeça. Procura néctar em mais de duas mil flores por dia.
03. Apesar do tamanho, o pescoço de uma girafa tem apenas 7 ossos - mesmo número de ossos de pescoço do homem. A cabeça da girafa fica a mais de 02 metros de distância do coração. Para fazer o sangue subir, o coração precisa ser muito forte. O coração da girafa é 43 vezes maior do que o do ser humano.
04. Quando em perigo os elefantes formam um círculo em que os mais fortes protegem os mais fracos.
05. A temperatura de um sapo pode ser de 10°C. Os répteis e os anfíbios são pecilotérmicos - a temperatura corporal depende da temperatura ambiente.
06. O pavão macho possui 200 penas longas e compridas na cauda.
07. Num único dia, uma andorinha come 2000 moscas.

Extraídos do "Guia da Saúde Sanifer 2001"

Crédito da imagem: http://outubro.blogspot.com.br/2012/08/poema-e-beija-flor.html