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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O singular exercício


O construtor, na condição de migrante (campo-cidade), externou usual amostra e exercício. O filho das colônias, no inserido urbano, revelou-se padrão de escárnio e força. Os bolsos, no contíguo das horas de peleia, caíam abarrotados e alargados. Os afazeres, na intermitência, ganharam ingestão e mastigação. As unidades, em grãos de amendoins, auferiram ativos consumos. A expressão, na cura natural, calhava na indicação. Os vigores, no aferro da constituição, ocorriam na saúde. As malvadas línguas, no desempenho íntimo, versaram de impugnar e retocar mito. O sujeito, no momentâneo e quotidiano do “pulo e tiro”, atendia-se facilmente nas intimidades. A equivalência, no comentário e lamúria feminina, sucedia na espera e insatisfação. O desempenho, em parcos instantes, acorria na imitação aos galos. As pessoas, no desenrolar dos tempos, delineiam as alienações e segredos. O indivíduo, na andada, nota ponto do encovado sapato.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.saudedica.com.br/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A inadimplência do combinado


Os convívios, no gosto das bebedeiras e mantimentos, ocorriam dentre famílias. As visitas, na abastança dos dispêndios, ocorriam no transcorrer das quinzenas. Os recintos, no cá e lá, aconteciam nas residências. As conversas, na delongada hora, caíam no aturado e genérico. O alocado, na certa feita, existia no excepcional e peculiar cardápio. A costela/costelão, no dividido, sucedia no armado e degustado. O ajuizado, na despesa, incorria na divisão e restrição. A ocorrência, na saída, adveio na intencional amnésia. O visitado, no saliente gasto, jazeu no custeio. A passagem, no momento, desvirtuou amizade e artifício. O dado tempo, em desculpa, adveio na concretização de novos eventos. A ocorrência, no disfarçado, retrata o escambo das visitas. A realidade, na oferta dos mimos, requer prática da compensação e indenização. Os excessos, em consumidos, incidem nos abusos do bem-estar. A algibeira, no artigo sensível do corpo, afere e direciona vivências.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://radiosacramento.com.br/

domingo, 20 de dezembro de 2015

O último recurso


Os antigos, na situação dos parcos recursos, recorriam ao expediente. Os casos, no restrito, advinham no espaço das propriedades. O animal, em subsecutivos dias, caía na indefinição: expira ou resiste. A cartilha, na aplicação da creolina, incidia na goela abaixo. O artigo, na extremada atuação e fragrância, calhavam na generalizada purificação. As imundícies, em dejetos e patologias, caíam na debandada e eliminação. A sicrana, na desesperança da amostragem (em primeiros exames), acudiu-se da envelhecida técnica. A creolina, no jejum, incorreu na simples ingestão. As encurtadas porções, no revertério da constituição, conferiram cheiros e defecações. As supressões, em novéis análises, alteraram apontamentos. O aplicado, na revelação, manteve-se restrito na ciência dos muito íntimos. As saídas derradeiras, no receio da moléstia e morte, ganham aplicação e proveito. O desespero, na consumação da existência, induz em apostar fichas e empreender loucuras.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://vso.com.br/

sábado, 19 de dezembro de 2015

O encastelado ente


O sujeito, na classe de bem aposentado, pintava “ausente e desaparecido das paragens”. As aparições, no espaço da morada e pátio, caíam na ressalva. Os vizinhos, na habitual visão, escasseavam de contemplar vulto. O recolhido, no hábito, incidia no preceito e regra. A interrogação, na bisbilhotice, calhava na ocupação e passatempo. O cidadão, na companhia exclusiva da companheira, pintava morar e resistir na solidão. A esposa, no interrogatório, exteriorizou diversão e obsessão. As filmagens, em vídeos, advinham na afeição. Os sonos, no delongado, envolviam tempo. As leituras, em azadas horas, enricavam experiências. As excursões, na direção dos centros, contemplavam gastos. As pesquisas, na Internet, solicitavam momentos... O mundo global, na distração e lazer, exterioriza gama de chances e situações. As pessoas, na extensão do sustento, podem absorver-se nas variadas dos deleites. A liberdade, no dono do oportuno nariz, acerta no dom e pérola.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://brasiliaconvention.com.br/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

As mercearias ambulantes


Os comércios, na acirrada concorrência (urbana), incidem na parca venda. As consignações, no múltiplo, revendem diversificados artigos. Os módicos clientes, na apregoada crise, aferem competidos (preços). Os lucros, no desconto das obrigações, advêm no abjeto salto. Arrojados feirantes, no cerne das linhas, assumiram incursões. As mercearias, no ambulante e disposto em conduções, circulam entre casas e linhas. As moradas, na semana ou quinzena, conferem-se visitadas. Os artigos, na variedade, caem no armazém. O essencial, no pão a ração, aparece carregado e oferecido. O dinheiro, no benefício e ganho, afere-se dispendido. Os rurais, no resguardo, temem insegurança. Os estranhos, no abuso de ofertantes, temem delinquências. As visitas, no contínuo dos dias, inibem afazeres. A mentira, no despiste, sobrevém na falta de moeda. Os naturais, na acolhida, poupam saídos (cidade). As vias, no asfalto, alastram comércios e inserções. Dificuldades demandam novidades.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.castrolaboreiro.com/

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os vivos mortos


A realidade, no ambiente urbano, retrata os reflexos da globalização. Os excessos, em informações e tecnologias, instituíram os desnorteados entes. As pessoas, na gama de ambientes e realidades, andam atrapalhadas e desligadas. Os dispositivos, nos múltiplos recursos, ostentam primazia das atenções. Os usuários, na convivência e trânsito, circulam apáticos e desatados. As conversas, no banal e simples, sobrevêm na pérola das relações. Os autômatos, na analogia dos zumbis, caminham quão vivos mortos. Os estudiosos, no aspecto das interações, despontam atentos e curiosos. O modismo, no vício das tecnologias, transita no permanente ou transitório. A alienação, nalgum instante, deverá chegar à saturação. Os humanos, no conjunto do racional, costumam inventar oportunas dificuldades. A seleção natural, no exagero do artificial e superficial, desempenha ativa compleição. As expressões, nas afeições e obsessões, incidem num singular custo e fruto.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.polotransitoseguro.com/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A contínua constância


Os exames, no achaque do pulmão, apontaram o impensável e irreversível. O tumor, no acirrado câncer, achara-se alojado nas entranhas. Os tempos, no decurso, deparam-se estimados no período da essência. Os clínicos, na esperança de cura, “atiraram toalha”. O paciente, no convocado divino, acorre nos principiais da fila... O filho das colônias, na aflição e apreensão, nutria-se ativo. As tarefas, no amparo das criações e plantações, conservaram-se no unido do hábito e obrigação. O contexto, no amor da faina, advém em esquecer e ignorar agonia. A ocupação, na dor, diminui açoite e inquietação. As despedidas, no velado, tomam vulto nos acolhidos e espaços. Os contados dias, no bem da produção, sobrevêm no administrado e instruído. As jornadas, no proveito, reiteram aptidões e costumes. A economia, na energia, incide no corpo e paciência. Os passatempos, na interina alegria e sorte, decorrem no convívio. O sujeito, no sensato tempo, incorre no acharque e dispensa.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://acilago.tur.br/