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domingo, 14 de dezembro de 2014

A singular espécie


           O sujeito, filho das colônias, circula atirado e ocioso. A velhice, nos adiantados anos, impossibilita as tarefas. Os médicos, no expresso conselho, coibiram empenhos e pesos. O tempo, no problema, cai na difícil distração. As idas, cá e lá, incidem em múltiplos ambientes.
            As conversas informais, na imediação da vizinhança, caem no ofício. O princípio, no estranho, consiste em apurar afazeres e eventos. O cidadão, na minúcia, mostra-se singular espécie. O sujeito, na condição de boa gente, sucede na alegria (no tanto de auferir razão).
            As interrogações, em sucedidos familiares, incorrem na curiosidade dos forasteiros. O descarte, no especial da prole, costuma desconhecer no cálculo. O indivíduo, no singular, habituou “não ouvir e saber de coisa nenhuma”. O caso incide no exclusivo dos estranhos.
            A fama, no meio comunitário, cunhou-se de enxerido. Os contíguos evitam repassar conversas e minudência dos sucedidos. Os bate-papos, no bom senso, incidem na “via de dobrada mão”. A apatia e silêncio, em casos, costuma ser afinada e melindrosa resposta.
            Os exageros, na indiscrição, caiem na chateação e supressão. A vizinhança, nos habituais costumes, cobra e zela no cumprimento e recompensa.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.velhosabio.com.br/

sábado, 13 de dezembro de 2014

As elogiáveis estatísticas


            O município, nas modestas extensões territoriais, revela-se referência nos Índices do Desenvolvimento Humano (IDH). A qualidade de vida, no conjunto do estado, salta aos olhos. Comunicação, educação, energia, saúde, segurança e transporte primam na eficácia.
            As favelas e misérias, na ação do ente público, inexistem no lugarejo. O lavor, no legado dos ancestrais, entra na biografia. Os prefeitos, no alento, atuam na qualidade das gerências. O exemplo, na classe de filhos das colônias, refletiu-se nos destrezas e gestões.
            Os partidos, nos acertos e desacertos, priorizam o benefício. A atração do poder, nas contendas partidárias, incide na acessória agonia. Os prefeitos, na evidência, deram modelos na direção. Os serviços, no atendimento e qualidade, viram-se preferência aos contribuintes.
           As equipes de trabalho, nos remotos interiores ou urbanos, ganham a visita pessoal. O prefeito, no sabor das obras e tarefas, conversa e estuda as melhorias. As faltas, em máquinas e utensílios, são saradas no local. O desamparo e ócio andam no parco cálculo.
            A presença, em pessoa, estimula produção das tarefas. O asfaltamento, no molde, alastrou-se nos grotões. O estilo administrativo, na “afinidade subalterno e superior”, incutiu-se no ente público. A ativa ação, no amor ao lugarejo, sobrepõe-se ao interesse do salário.
            O dirigente, no exemplo do pai (em família), dá direção e vigia os trabalhos. Os residentes, nas alusões e informações, externam as melhorias e primazias da municipalidade.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.jmais.com.br/

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O esteio da riqueza


         O filho das colônias, na arte e teoria, ensinou os rebentos. A convivência, no diário dos afazeres, indicou desígnio de curso. O controle, no todo do exercício, foi à metodologia. As aclarações teóricas, na conferência das dúvidas, ocorreram na eficácia dos braços e mente. 
          A síntese, nos mandamentos, consistiu em ocupar-se na variedade das empreitadas. O encargo, no prazer da concretização, resultou em diversão. Os serviços, na ciência, precisam ganhar paulatina consumação. O sujeito, na arte de pedra sobre pedra, edifica pirâmides.
      A tarefa cai no princípio de um início e fim. Os dias, na cota de serviço, precisam transcorrer na produção. Os múltiplos, no contíguo, concretizam a maravilha do avanço e mudança. A constância, no apego e arranjo, perpassa o sucesso. O prazer transparece no fruto.
         O início, no frescor do tempo, convém principiar no ofício. Cabeça fria e corpo aliviado encorajam obras. Os empregos, na afinação e integridade, incidem na nobreza. O pão de cada dia, na alegria e satisfação (da consciência), decorre do suor do rosto e vigor do corpo.
      O labor, no apego e satisfação, propaga os esteios da fortuna. O apropriado trabalho, na habilidade e vocação, transcorre na qualidade de brincadeira e riqueza.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://economia.uol.com.br/


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A boa informação


         A vizinha, filha das colônias, pediu carona. A acidental presença, no armazém, permitiu a gentileza. O condutor, no carro particular, achava-se nas compras e distrações. O retorno, na facilidade da situação, conduziu ao pedido. A pernada, na carga, entrou na reserva.
            O alerto, no contíguo, foi: “- Nada de falatórios e problemas com marido”. O bate-papo, no percurso, estendeu-se sobre acontecimentos e experiências. A dita-cuja, no espírito jornalístico (no ambiente comunitário), adora espalhar e repassar os acontecimentos.
           A companhia, no sucinto da conversa, permitiu a “atualização do noticiário”. A cidadã, na descida, indagou do dispêndio. A boa educação, na pergunta pelo débito, entrou na avaliação e consideração. Uma mão, nos imperativos, costuma lavar a outra nos interiores.
            O motorista, na elegância, proferiu: “- Custa nada! Conta, no próximo bate-papo, a nova do dia”. A cidadã, no singelo sorriso, concordou na circunstância. A fama, no desperdício da vocação (repórter), sucedeu no cálculo. Circunvizinhanças julgam as amizades e conversas.
      As pessoas, no universal, possuem extrema necessidade de conviver e relacionar. O mensageiro, no ardor da informação, trabalha costumeiramente no espontâneo das remunerações.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://startupi.com.br/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A riqueza familiar


        A descendência, por gerações, habitou o determinado lugar. O solar familiar, na encosta do morro, salientava-se no conjunto residencial. A fertilidade da terra, no microclima próprio, permitia a farta produção. O espaço caía na apreciação e satisfação particular.
        A abundância, na questão água, incidia na riqueza natural. Os olhos d’água, no milagre da mãe natureza, brotavam das entranhas. A fauna e flora, na iluminação e umidade, difundiam-se na atmosfera. O taquaral, no conjunto das pedras, assinalava a abastança e vida.
            Os herdeiros, no sensato momento, resolveram desfazer-se da riqueza. As decidas e subidas, no íngreme chão, advieram no empecilho. O morro, nas idas e vindas, sobrevinha no desafio do inverno. Os consertos, na estrada, advinham na baixa consideração do ente público.
            Os estranhos, no dinheiro, fecharam a compra. Os anos transcorreram e novos donos adquiriram instalações e terras (imóvel). A descendência, no filho e neto, quisera na certa altura recomprar o imóvel. A indisponibilidade demostrou-se a dura realidade.
            A pergunta, aos genitores, foi: como pôde desfazer-se de tão valoroso patrimônio familiar? O arrependimento revelou-se acentuado. Certos negócios, na compra ou venda, exigem apuradas análises. As pessoas adoram adonar-se e afeiçoar-se aos ambientes.
            O difícil, no despojado, consiste em refazer o desfeito. Alguns domínios, no conjunto de gerações, verificam-se alheios aos valores monetários.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.correiodeuberlandia.com.br/

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A floresta artificial


      A localidade, na agricultura familiar de subsistência, mostrou-se conquistada pela Floresta Pluvial Subtropical. Mãos calejadas, em cinco gerações e cem anos de invasão, instituíram o solo arável. As baixadas e ladeiras, no lavor braçal, alastraram os cultivos anuais.
       A cana, o feijão, a mandioca e o milho, na preferência, foram habituais culturas. O panorama colonial, no decorrer de 1980, mudou na extração agrícola. Os colonos, na velha raiz, feneceram no ambiente. Os jovens, de formação escolar, readequaram o chão arável.
         O espaço cultivável, na maioria da paisagem, acabou no reflorestamento. As ilhas, em lavouras e matos, ganharam o progressivo acréscimo do eucalipto. O amplo plantio, na exuberância vegetal e fertilidade do terreno, estabeleceu o espetáculo da floresta artificial.
        O eucalipto, nas remotas paragens, vislumbra-se no hábitat. A integração, no contíguo natural, confere ares de árvore aborígine. O instintivo, em três décadas, ocorreu: a selva recobrou o lugar original. A subsistência, no ritmo do monopólio, adveio na nova revolução.
            O cenário colonial, nos aclives e cerros, jaz no cultivo e exploração florestal. A natureza, no devido momento, retoma a aparência e lugar original.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.depceliomoreira.com.br/

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

As aves de estimação


              O filho das colônias, no ambiente das encostas, reside no lugar ermo. O acesso, na estrada de chão batido, vê-se complicado. A estreita e íngreme via cai no arrojo e peripécia. O trabalho urbano, no deslocamento diário, revela-se moroso e oneroso na sobrevivência.
           O prático, no chão dos ancestrais (fruto do despojo), reside em usar a boa e refrescante atmosfera. O aclive oferece a peculiar visão. A vida, na tranquilidade do interior, incide na pretensão. As cargas urbanas, no abuso das cobranças, permitem safar-se dos ônus.
            O pormenor, no aramado terreno, sucede na beleza e capricho. O gramado, no tapete verde-escuro das gramíneas, circula a paisagem residencial. A fertilidade, no solo massapê, palpita aos distraídos olhares. Quaisquer plantações sobrevêm no provável encanto.
            O engenho, na criação de galinhas, sobrevém no ambiente. A dúzia e meia de unidades fluem alforriada. O utilitário vê-se na produção de carne e ovos. A exuberância vegetal absorve os escassos dejetos. As caipiras, no proveito, substituem custosos cães e gatos.
            A conveniência, na força da economia, precede a distração. O indivíduo, na instalação de morada, força-se a apurados desígnios e pretensões.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.cpt.com.br/