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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os meteóricos relacionamentos


A senhora moça, na questão marido, careceu de maior sorte. O primeiro separou e o segundo faleceu. A esperteza, no clube do coroa, consistiu em fazer frequência e ponto!
A arrumação, no capricho, externou charme e elegância. A presença, em instantes, despertou interesse. O jovem senhor, na retribuição das encaradas, externou aconchego!
O convite, na boa música, enveredou na dança. A simpatia, na animação e carisma, “esbanjou mel”. “O ficar”, no fascínio dos afetos e carinhos, assumiu aparência de namoro!
O par, na aproximação de estranhos, ensaiou matrimônio. A brincadeira, no embalo da diversão, descreveu aquecida e fervorosa noite. As afinidades, na situação, rolaram acirradas!
As pretensões, no contato, ligaram-se na troca de telefone. O mútuo acerto definiu-se: nada de cobranças e controles. Os enamorados, na breve vida, almejam boa companhia!
Os meteóricos relacionamentos, no agitado e conturbado mundo, revelam-se práticas corriqueiras. O cidadão, na afinidade e interesse, precisa conhecer a manha do aconchego!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://emmlondrina.wordpress.com/2013/11/05/ainda-temos-convites-para-o-baile-do-10-e-10/

terça-feira, 27 de maio de 2014

A acirrada briga


O criador, no alimento da cachorrada, enveredou na carestia. O trato, na falta, via-se administrado em baixa conta. Os esfomeados, a qualquer osso, faziam o brigado!
A fome digladiara-se nos doloridos estômagos. A churrasqueada, no final de semana, trouxera sobras de carnes e ossos. Os míseros restos acabaram dados no trato!
Os beneficiados foram à meia dúzia de animais. O problema, na escassa quantidade, virara generalizado conflito. O escasso volume precisou atender o conjunto dos pares!
Os velados lobos pareciam matar-se no terreiro. A melindrosa situação exigiu a intervenção humana. O tratador, aos outrora amigos, obrigou-se a determinar regras à guerra!
O idêntico, na atribuição dos cargos de confiança e funções gratificadas, aplica-se no serviço público. Os extras, no numerário, criam veladas desconfianças e fofocas entre colegas!
O dinheiro mostra-se razão das brigas e intrigas entre semelhantes. Vantagens incorrem na instalação das diferenças sociais!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.sempretops.com/dicas/saiba-como-prevenir-briga-entre-caes/

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A ocasional visitação


O cidadão, no contexto urbano, ganhou especial convite. O objetivo, no sabor da tarde, consistia na informal conversação. O horário, na determinada hora, viu-se combinado!
A ligação, a princípio, foi abolida ou desnecessária. O visitante, no tempo, cumpriu o estabelecido. A achegada, no distante bairro, sucedeu-se no mencionado endereço!
O detalhe, no local, deparou-se na fechada casa. A campainha careceu de haver na moradia. O resultado, na reformulação da agenda, consistiu em perpassar outras paragens!
A palavra empenhada, no agito e tumulto urbano, assume escassa serventia. As pessoas, no bom senso, dispensam incômodos dos aconchegos das residências!
O passeio e visitação, nas variadas opções de lazer e prazer, revelam-se em baixa conta. Amigos, no termo da palavra (nos grandes centros), ostentam-se os familiares!
O egoísmo e solidão, entre muitos semelhantes, verifica-se comum sina. A palavra empenhada, na desobrigação do dinheiro, assumiu escassa expressão e valor!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://archrecord.construction.com/

domingo, 25 de maio de 2014

O amontoado de sobras


O serralheiro, no manejo do ferro, habilitou-se a fabricar ferramentas. Os miúdos e restos, na escória, viram-se criados e subtraídos do processo da fabricação!
Amontoados de sobras, na habilidade, incorriam no descarte e prejuízo dos materiais. O trabalho, numa extrema emergência, requereu imprescindível alavanca!
O artefato, com falta de matéria-prima, revelou-se impossibilidade. O jeito foi improvisar útil peça com o derretimento do ferro. A ferramenta, por meio de esforço e trabalho, surgiu!
O instrumento, no forte e pleno uso, fraquejou na eficiência. A danificação, em rápida conta, acabou sucedida.
O exemplo, na política, aplica-se na escolha das representações!
Os desonestos, no ócio e na corrupção, afundam repúblicas. Os técnicos, na eficiência e legislação das gestões, carecem da efetiva voz. “Lamas e sujeiras” infestam as democracias!
Falcatruas e roubalheiras, no fraquejo dos estados nacionais, encaminham castração e privação das liberdades. O dinheiro, em maior conta, direciona os resultados das eleições e representações!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://diegodycarlos.blogspot.com.br/2010/09/carta-aberta-sobre-corrupcao-da.html

sábado, 24 de maio de 2014

O princípio básico


As comunidades de imigrantes mostraram-se progressistas e trabalhadoras. Os lugarejos, criados e encravados na floresta subtropical, atraíram diversidade de gente!
Os núcleos coloniais lançaram os esteios de vilas. Rústicos prédios, no cruzamento de estradas (iniciais picadas e posteriores linhas), instituíram escolinhas, igrejinhas e vendinhas!
Os povoados, transformados em sucessivos distritos, acabaram em municípios. O sucesso econômico, como cerne na madeira de lei, possuía um singelo princípio financeiro!
A prática, por gerações, norteou a descendência europeia em terras sul-americanas. O segredo de gerações versou: “- O agricultor precisa ser econômico se ele quer progredir!”
O princípio, nas propriedades e residências, disseminou-se nas famílias. A concepção, na atualidade, aplica-se a qualquer indivíduo. O cidadão precisa racionalizar para progredir!
O colono, na baixa cotação das mercadorias, obrigou-se na economia. Os artigos eram vendidos nos centavos e comprados nos reais. O melhor havia em ser seu próprio patrão!
A produção de dividendos e riquezas, aos exitosos e progressistas, precisa sobrepor-se aos dispêndios. As reservas monetárias, aos investimentos e melhorias, verificam-se imprescindíveis!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://comoeconomizar.net/conselhos-praticos-de-poupanca/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A estratégia dos quero-queros


Os casais de quero-queros, na artimanha da espécie, pensam inovar na esperteza e inteligência. A sobrevivência, na cadeia alimentar, posterga a vida dos astutos e fortes!
Os ninhos, nas procriações, tornaram-se esconderijos nos recantos dos gramados e potreiros. Os escamoteados, na variedade de inimigos, possuem segredos para a segurança!
O jeito e maneira, no despiste dos invasores, consiste em circular e permanecer no canto oposto da ninhada. A espécie acredita fielmente na eficiência da estratégia!
A confiança reside em trapacear ingênuos e néscios. A artimanha, aos entendidos, vê-se mero paliativo. Os espertos e inteligentes, no desinteresse, fingem acreditar!
A necessidade, no real interesse, conduz ao achado. O indivíduo pode enaltecer a própria inteligência, porém não pode subestimar a alheia esperteza!
O bom entendedor, em meias e poucas palavras, descortina malícias e negócios. Os gaiatos, na gama de armadilhas e campanhas, costumam cair nos contos do vigário!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.ribeiro.tc/2010_06_01_archive.html

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O touro comunitário


O especial touro, na tradição oral, ganhou função comunitária. Os coloniais, de longas procedências, afluíam com as vacas em cio. A multiplicação era necessidade e obrigação!
O objetivo, na evolução, consistia em criar belas e selecionadas crias. O trabalho, nos primeiros anos, primava pelos terneiros. O bicho via-se nobre exemplar dos machões!
As coberturas, nos bons resultados, levaram a reivindicação comunitária. Os desabonados produtores, no temor da superação, apelaram à autoridade e erário municipal!
A reivindicação, na despesa pública, consistiu em comprar o excepcional animal. O macho, após aprovação dos distintos vereadores, acabou comprado na incumbência! 
As coberturas, no ente coletivo, mostraram-se minguadas. O mandatário, na curiosidade, dirigiu-se ao touro. As explicações, no baixo desempenho, viram-se necessárias!
O animal, curtido nos direitos e instruções, externou: “- Senhor prefeito! Tornei-me servidor. Chega de matar-se no trabalho judiado e oneroso da iniciativa privada!”
A existência mansa, no ganho certo, tornou-se a despreocupação e sina. A vida, na imitação da ficção, ensina experiências. Os contribuintes, no público, adoram “uma boquinha”!
Descaso e desleixo criam má fama. As pessoas, na necessidade do dinheiro, desdobram-se nos ganhos e rendimentos!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://colunas.globorural.globo.com//blogdotiao/2012/10/29/touro-backup-600-mil-doses-de-semen-vendidas-recorde-absoluto/