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segunda-feira, 1 de abril de 2013

O corvo e o jarro


Um corvo que estava sucumbindo com muita sede encontrou um Jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita alegria.
Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza que o jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível tirá-la de dentro.
Ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do jarro, mas todo seu esforço foi em vão.
Por último ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e colocou-as uma-a-uma dentro da Jarra, até que o nível da água ficasse ao seu alcance e assim salvou sua vida.

Moral da História:
A necessidade é a mãe das invenções.

                       Esopo (Final do século VII a.C. e início do século VI a.C.)

Crédito da imagem: http://www.portalsaofrancisco.com.br

domingo, 31 de março de 2013

A brincadeira do rabo



Um camarada, boa vida e folgado, adorava as festanças e passeios. A família, com suas saídas e vindas, sofria as consequências das afrontas e dispêndios. O dinheiro, tão poupado e suado, “via-se canalizado para o ralo”.
Os amigos, parceiros das barulheiras e bebedeiras, perguntaram sobre as desfeitas. Estas de deixar a jovem mãe e filhos em casa (na proporção deste encontrar-se na folia). O parceiro, no entender dos companheiros, “deveria ter dó e peso na consciência”. Os familiares padeciam nas dificuldades e preocupações. O marido, numa imprudência,  gastava o suado dinheirinho (“nos bailes e bebedeiras de beira de estrada”).
O cidadão, como resposta, externou a pérola: “- O homem, tendo uma exclusiva mulher nas intimidades, assemelha-se aos cachorrinhos. Estes, na ingenuidade e tenra idade, adoram brincar com o próprio rabo”. Quê dizer diante da concepção e filosofia dessas? A espécie contém membros de todos os gostos e paladares! Algumas ideias assemelham-se a duas! Cada qual tem o que merece!
Algumas companhias e parcerias mostram-se sinônimos de aborrecimentos e problemas. Certas realidades descobre-se unicamente na proporção da convivência. O indivíduo pensa conhecer com quem dorme!

Guido Lang
“Singelos Sucedidos do Cotidiano da Existência”

Crédito da imagem: http://www.thompsonhotels.com

Os ratos e as doninhas



As doninhas e os ratos empreenderam uma guerra perpétua entre si, na qual muito sangue foi derramado. 
As doninhas sempre eram as vencedoras. Os ratos pensaram que a causa das suas frequentes derrotas era não terem nenhum general líder no exército que os comandasse e que eram expostos aos perigos pela falta de disciplina. 
Eles escolheram então como líder um rato que era muito renomado, com força e deliberação, de forma que eles poderiam ser melhor ordenados na batalha.
Quando tudo estava aprontado. O exército disciplinado. O rato líder proclamou guerra contra as doninhas.
Os generais recentemente escolhidos colocaram em suas cabeças uma palha, pois poderiam ser mais bem distinguidos das suas tropas. Logo iniciada a batalha, uma grande derrota subjugou os ratos e eles debandaram tão rápido quanto eles puderam, fugindo para suas tocas.
Os generais, não podendo entrar por causa dos ornamentos nas suas cabeças, foram todos capturados e comidos pelas doninhas.

Moral da história:
A grandeza tem suas desvantagens!

Esopo (Final do século VII a.C. e início do século VI a.C.)

Crédito da imagem: http://sitededicas.ne10.uol.com.br

sábado, 30 de março de 2013

A diferença dum detalhe



Uma senhora, para fazer companhia ao finado, estampou sua foto na lápide (do jazigo familiar). Esta, fotografada nos tempos do casamento, encontrava-se a relembrar a agradável parceria e o feliz matrimônio.
Um conhecido, de terras distantes, foi visitar os antepassados (no cemitério comunitário). Ele, como filho da terra (porém migrante desde tenra idade), procurou dar uma olhada nos recentes falecimentos. O visitante, deparando-se com a série de lápides, achou aquela do casal. O cidadão ficou muitíssimo assombrado: “ – Beltrana de tal! Esta também faleceu! Como não se ouviu falar disso?”
O fulano, na saída da necrópole, deparou-se com uma inacreditável presença. A finada, como aparente assombração, deu as caras em carne e osso! O fulano, num instante, acreditou tratar-se dum fantasma. Este, de imediato, amarelou e gelou!
O camarada relembrou-se do modesto detalhe. Este havia cochilado em verificar a data do falecimento. A fulana encontravam-se estampada de foto, porém ainda encontrava-se viva. Ela unicamente tinha antecipado sua imagem (junto ao finado marido). A desconfiança de pais, em carecer de ganhar uma lápide dos filhos, faz antecipar uma situação.
A precaução é uma forma de evitar aborrecimentos e atropelos. Um singelo detalhe  faz diferença. A tradição, como crença de má sorte, inibe estampar fotos em lápides (na proporção de estar vivo). Quem de nós não convive com equívocos?

Guido Lang
“Singelos Sucedidos do Cotidiano da Existência”

Crédito da imagem: http://poesiaretro.blogspot.com.br


A lebre e a tartaruga



A lebre estava se vangloriando de sua rapidez, perante os outros animais:
- Nunca perco de ninguém. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo.
- Aceito o desafio! Disse a tartaruga calmamente.
- Isto parece brincadeira. Poderei dançar à sua volta, por todo o caminho, respondeu a lebre.
- Guarde sua presunção até ver quem ganha. recomendou a tartaruga.A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram.
A lebre saiu a toda velocidade.
Mais adiante, para demonstrar seu desprezo pela rival, deitou-se e tirou uma soneca.
A tartaruga continuou avançando, com muita perseverança.
Quando a lebre acordou, viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr, para chegar primeiro.

Moral da história:
Com perseverança, tudo se alcança.


                      Esopo (Final do século VII a.C. e início do século VI a.C.)

Crédito da imagem: http://newserrado.com

sexta-feira, 29 de março de 2013

Obesidade como afronta



A fulana, no setor de trabalho, quis “jogar alguma conversa fora”. O tempo, do horário de expediente, parecia-lhe transcorrer moroso e prolongado.
A cidadã, sem maior análise das palavras, externou: “- Sicrana! Como ficastes gorda?” Esta, a umas boas semanas e meses, encontrava-se em regime alimentar. Uma tamanha briga com a balança e boca para não ser tachada de obesa. Uma preocupação diária com adequadas e esbeltas roupas. Aborrecimentos e preocupações diante das visões no espelho... O baque, da imprópria conversa, foi grande e infeliz. Esta, noutro dia, sentiu-se adoentada (em função da baixa autoestima e dores na coluna).
Um colega, a título de implicância, precisou dar seu comentário. Este complementou a fala: “- O equívoco encontrava-se nos teus olhos! Com certeza esqueceu de usar as tuas lentes?” Alguém, nesta altura do campeonato faz referência aos sobrepesos, ofende deveras aos fofinhos.
A briga, com a vida sedentária, mostra-se grande com o controle de peso. O sabor dos artigos parece aumentar na proporção do não poder degustar. Quem de nós consegue manter o peso adequado com a idade? Poucos, com essas possibilidades amplas de consumo, conseguem manter o peso próprio.
A comida assemelha-se a poupança: tira muito da conta - ela diminui; coloca bastante valor, os números multiplicam. Nem tudo que se pensa convém externar aos ouvidos alheios. A reeducação alimentar tornou-se um imperativo social.

Guido Lang
“Singelos Sucedidos do Cotidiano da Existência”

Crédito da imagem: http://pedevela.blogspot.com.br 

O homem e a raposinha


Um homem armou uma ratoeira. Aconteceu que caiu nela uma raposinha. Vendo-se presa o malfazejo animal suplicou-lhe que se lembrasse dos benefícios que lhe havia feito, caçando e limpando-lhe a casa de ratos e de animais daninhos e peçonhentos.
- Não! Serei ingrato! Respondeu-lhe o homem. - Pois você nada fez com intenção de servir-me; só tratava era de alimentar-se. Se não houvesse ratos você teria dizimado o meu galinheiro.

Moral da história:
Muitos querem que aceitemos como obséquio (favor) o que só fazem por prazer ou utilidade própria.

                    Esopo (Final do século VII a.C. e início do século VI a.C.)

                                              Crédito da imagem: http://superamigos.tuningblog.com.br