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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Curiosidades


Ano e local de criação de alguns esportes renomados

Golfe: 1500 (Escócia)

Surfe: 1778 (Havaí, Estados Unidos)

Hóquei no gelo: 1855 (Canadá)

Basquete: 1891 (Estados Unidos)


Reflexões sobre "Os Faróis de Ideias"



            A escuridão, em forma de ignorância, instala-se na proporção da ausência de registros, quando comunidades e famílias esquecem-se de contar e escrever. Crônicas familiares, memórias de moradores, livros de acontecimentos, diários de indivíduos, apontamentos das vivências deveriam ganhar expressão, quando, nalgum momento, redigem-se os fatos significativos. Comunidades carecem da redação da cultura imaterial, quando os “filhos da terra” não fazem as devidas redações. Aparecem, depois de décadas de colonização, os meros registros eclesiásticos, que somam-se a esparsas notas em artigos de jornais. Livros, sob todos assuntos e temas, são “bálsamos de informações” que acham-se na “lama do esquecimento” da memória. A escrita, em forma de registros bibliográficos, foi das maiores invenções do gênero humano, quando, através de textos, podemos conversar com a posterioridade (através das gerações futuras). Procurou-se, como forma de enaltecer a escrita, mencionar algumas referências sobre os livros. Seguem menções:
01.  A companhia dos livros dispensa com grande vantagem a dos homens (Autor desconhecido).
02.  O livro é um mundo que fala, um surdo que ouve, um cego que vê, um morto que vive (Padre Antônio Vieira).
03.  Livros são navios que percorrem os vastos mares do tempo (Francis Bacon).
04.  Quem lê conversa com o mundo e não vê o tempo transcorrer (Guido Lang).
05.  O livro traz a vantagem de a gente estar só e ao mesmo tempo acompanhado (Mário Quintana).
06.  Um livro para ser bom e precioso precisa ser instrutivo e útil (Lothário Lang).
07.  Com os livros o engenheiro constrói pontes, os médicos costuram pacientes e os poetas embelezam a vida (Maurício Rosemblat).
08.  O indivíduo conhece o pensamento das pessoas pelos livros existentes na sua biblioteca (Júlio César Lang).
09.  Livros são excelente espaço para esconder dinheiro, pois os ladrões costumeiramente carecem de consultá-los (Guido Lang).
10.  Livros não mudam o mundo, que muda o mundo são as pessoas. Os livros mudam as pessoas (Caio Graco).
11.  Um bom livro é aquele que se abre com interesse e se fecha com proveito (Friedrich Nietzsche)
12.  O livro é o testemunho inconteste das civilizações, da cultura em elaboração e o mundo que estamos sonhando (Ernest Sarlet).
13.  Comprar livros é uma forma inteligente e simpática de diversificar investimentos! É de livro em livro que se forma uma biblioteca! Cada livro marca um determinado momento com seus respectivos interesses (Kurt Walzer).
14.  O livro é o amigo mais fiel do homem: paciente e sempre disponível (Ernest Sarlet).
15.  Ler bons livros é conversar com as mentes superioras do passado (René Descartes).
16.  Tu podes levar um livro a qualquer lugar. Ele faz o mesmo por ti (Autor desconhecido).
17.  Quem empresta livros mau negócio faz (Provérbio português).
18.  Um bom livro é um bom amigo (Jacques Henry de Saint-Pierre).

Guido Lang
Anexos do livro “Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.amigasemulheres.com.br/2011/04/estante-virtual-para-comprar-livros.html 

O segredo das bananeiras


            Um colonial, depois de plantar uns bons anos, obteve um lindo bananal. Este, com água e esterco, deu origem a magníficas plantas que salientavam-se pela grandeza e produção. O verde-escuro, a partir das encostas, podia ser apreciado a boas distâncias. Os amigos e vizinhos direcionavam os olhos com razão de conhecer os enormes cachos, que ostentavam graúdas e volumosas frutas.
O plantador procurou manter o segredo do sucesso, quando, nos intervalos de semanas, tratava de adubar e limpar. Este, com uma modesta faca, dava-se a nobre tarefa de ceifar folhas velhas, que eram estéreis. O corte abria espaço ao desenvolvimento das novas, no qual assimilavam maior insolação e umidade.
            As pessoas precisam ceifar as ideias retrógradas para dar vazão às novas. A atualização é uma forma de suplantar dilemas para abrir horizontes e, desta forma, elevar a evolução do espírito humano. Quem adquire conhecimentos e sabedorias, encaminha-se para alcançar a nobreza. Seja tu um contínuo ceifador!

Guido Lang
Livro “Histórias das Colônias”

domingo, 26 de agosto de 2012

Um exemplo de finanças



            Uma localidade foi cenário de um fato financeiro marcante que retrata facetas do espírito econômico e poupador de elementos da descendência teuto-brasileira.
      Dois solteiros, moradores do interior de uma pacata localidade rural, viveram uma existência essencialmente modesta. Eles, durante anos de labuta, foram acumulando divisas monetárias, pois mantinham a filosofia germânica de poupar na fartura com vistas de ter recursos nos infortúnios. Os rapazes conseguiram sobreviver primordialmente com o mínimo, no qual um certo conforto e bem-estar foi compreendido como luxo.
          Os frutos do trabalho continuamente sobraram do volume de gastos. Um certo dia, um dos moços veio a perecer, quando o sobrevivente, com vistas de não cair no desleixo e solidão, foi acolhido por um parente próximo. Alguma solidariedade cristão e familiar mantêm-se comum no meio colonial. A mudança, depois de décadas de vida, naquela casa e terra “herdade pelos ancestrais”, tornou-se necessária. Alguns moradores, como amigos e vizinhos, auxiliaram na tarefa da escassa mudança de bens, que restringiram-se a “meia dúzia de pertences”. Os ajudantes, depois de alguns minutos de labuta, deparam-se com dois enormes sacos, que pareciam avolumados de papel. O solteirão recomendou cuidados especiais, recomendou cuidado especial, quando atiçou a curiosidade geral.
      Os curiosos, de imediato, resolveram conferir o conteúdo dos invólucros, quando ficaram admiradíssimos com o cenário. Os papéis consistiam de notas de dinheiro que durante décadas foram acrescidas naqueles espaços. As notas, sobretudo em cruzeiros, encontravam-se com valores vencidos. As estimativas dão conta que, pelas somas da época, daria para comprar uma boa extensão de terras ou para a atualidade adquirir diversos veículos. Os ajudantes lamentaram profundamente o “leite derramado”.
       Os poupadores, centavos por centavos, foram juntando os ganhos na sua rígida mentalidade econômica. As pessoas abstiveram-se de investir na lavoura, privaram-se de farturas alimentares, renunciaram aos confortos... Um esforço e sacrifício em vão em função do descaso com a escalada inflacionária brasileira. O exemplo mostra o espírito poupador germânico, gosto acentuado pelo dinheiro, temores com o infortúnio do porvir... Eles sobreviveram com o mínimo com vistas de economizar o máximo.
A vida, em momentos, prega-nos peças esdrúxulas e interessantes.

Guido Lang
Jornal O Fato, número 1213, p.07
17 de março de 1998


Crédito da imagem: http://rj.quebarato.com.br/nova-iguacu/dinheiro-antigo-cruzeiros-cruzados-e-guaranies-varias-notas__4FC89C.html 


O crediário (indesejado)


            A compra a crédito, conhecido popularmente como “fiado”, constituiu-se ao longo da história, uma solicitação e prática rotineira que fez surgir inúmeros adágios e ditos. Os avisos, em decorrência, proliferam nos armazéns e bares, no qual os proprietários alertam sobre o problema e expressam o desejo de não efetuar o negócio. A questão parece acentuar-se nas periferias urbanas, nos quais encontra-se afixados maior número de provérbios. Os proprietários de estabelecimentos preferem não comercializar do que, no final do mês, “ver navios” e perder a amizade e o freguês.
            Encontra-se afixados, de maneira geral, essas expressões:
01.“Fiado só depois de amanhã”.
02. “Fiado nem rebolando”.
03. “Se vendo fiado, perco dinheiro; senão vendo, perco o amigo”.
04. “Fiado acima de noventa anos e acompanhado pelos pais”.
05. “Fiado somente quando o Brasil pagar todas as dívidas”.
06. “Fiado somente no dia trinta de fevereiro”.
07. “Fiado nem para o meu cunhado”.
08. “Fiado somente quando a galinha criar dente”.
09. “Pra vender fiado, não insista; fiado só vendo linguiça”.
10. “Fiado só vendo para a mulher do vizinho”.
11. “Fiado só para mulher desquitada do vizinho”.
12. “Fiado só quando o Sol nascer quadrado”.
13. “Fiado é coisa do Diabo”.
14. “Freguês educado não pede fiado”.
15. “Fiado é que nem barba, senão corta cresce”.
16. “Não peça fiado e responder-lhe-ei e saíras envergonhado”.
17. “Por causa de alguém, não vendo fiado para ninguém”.
18. “Se quiseres sendo meu amigo, não peças para vender fiado”.
19. “Fiado somente quando o olho piscar (afixado ao lado)”.
20. “Fiado é que nem jogo do bicho: só dá zebra”.
21. “Fiado somente quem paga na hora”.
22. “Vendo fiado somente para mulher de gago”.
23. “Vendo fiado somente para quem morrer atropelado”.
24. “Fiado somente com coisa que não existe”.
25. “Vendo fiado somente para quem provar que o PC (Paulo César Farias) é inocente”.
26. “Fiado é que nem droga vicia ou fiado é que nem doença contamina”.
27. “Fiado é brinquedo do Diabo e aqui não há inferno”.
28. “De tanto vender fiado, acabei ficando pelado”.
29. “Vender fiado me dá pena; dá pena tenho cuidado; por causa da pena não posso vender fiado”.


Guido Lang
Jornal O Fato (de Campo Bom-RS), número 777, p. 06
Julho de 1993

Publicado também no "Livro da Família", ano 1995, pág. 94


sábado, 25 de agosto de 2012

Curiosidades

A BANDEIRA DOS EUA


As cinquenta estrelas da bandeira norte-americana simbolizam os cinquenta estados do país.
As treze listras (sete na cor vermelha e seis na cor branca) significam as Treze Colônias, que originalmente deram origem a esta nação atual.
A cor vermelha representa valor e resistência. A cor branca, por sua vez, significa a pureza. O azul transmite justiça e perseverança. 
A bandeira dos EUA também é denominada de "The Stars and Stripes" (Estrelas e Faixas).

Crédito da imagem: http://euaparatodos.blogspot.com.br/

A profecia do arco-íris


(Lenda dos índios Navajo)

(Jamie Sams)

            “Quando o tempo do búfalo estiver para chegar, a terceira geração de crianças de olhos brancos deixará crescer os cabelos, e começará a falar do amor que trará a cura para todos os filhos da terra. Estas crianças buscarão novas maneiras de compreender a si próprios e aos outros. Usarão penas, colares de contas e pintarão os rostos. Buscarão os anciões da nossa raça vermelha para beber da fonte de sua sabedoria. Estas crianças de olhos brancos servirão como um sinal de que nossos ancestrais estão retornando em corpos brancos por fora, mas vermelhos por dentro.
            Elas aprenderão a caminhar novamente em equilíbrio na superfície da mãe terra e saberão levar nossas ideias aos chefes brancos. Estas crianças também terão que passar por provas, como acontecia quando ainda eram ancestrais vermelhos... a roda do arco-íris surgirá sob forma de um cachorro do sol para todos aqueles que estiverem prontos para vê-la. O cachorro do sol forma um círculo de arco-íris apontando para as quatro direções... Esta será a linguagem que o céu usará para nos dizer que já chegou o momento de compartilhar os ensinamentos secretos e sagrados entre todas as raças. Muitos filhos da terra despertarão para assumir a responsabilidade dos ensinamentos e o processo da cura planetária começará a tomar novo impulso”.

Por Tao Sol